Adequação nr 1

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Planejamento de adequação nr 1 com foco na realidade operacional

A adequação nr 1 é o processo de revisar a gestão de riscos da empresa para que o Programa de Gestão de Riscos, o PGR, contemple também os riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

Na prática, isso significa que a conformidade não se limita a atualizar um documento: Envolve diagnóstico da situação atual, revisão de processos internos, análise da organização do trabalho e orientação aos gestores de RH, SST e liderança sobre como reconhecer, registrar e acompanhar esses riscos.

Resposta rápida: A NR-01 atualizada estabelece diretrizes gerais para o gerenciamento de riscos ocupacionais e, com a atualização associada à Portaria MTE nº 1.419/2024, Passa a exigir maior atenção à inclusão dos riscos psicossociais no PGR.

Para empresas empregadoras, o ponto central é tratar fatores como estresse, assédio, sobrecarga, ritmo excessivo e violência no trabalho dentro de um processo estruturado de identificação, avaliação, prevenção e acompanhamento.

Exemplos de riscos psicossociais que devem entrar no radar da empresa:

  • Estresse ocupacional associado à organização e às exigências do trabalho.
  • Assédio moral ou práticas recorrentes que afetem o ambiente laboral.
  • Sobrecarga de trabalho, especialmente quando há acúmulo persistente de demandas.
  • Ritmo excessivo, metas incompatíveis ou pressão operacional contínua.
  • Violência no trabalho, incluindo situações de intimidação, agressividade ou exposição a conflitos.

A Portaria MTE nº 1.419/2024 Atualiza a NR-01 ao incorporar os riscos psicossociais ao escopo de atenção do gerenciamento de riscos ocupacionais.

O ponto mais relevante para empresas é compreender que saúde mental no trabalho passa a exigir uma abordagem mais integrada entre SST, RH, liderança e procedimentos internos.

Sem extrapolar prazos, penalidades ou detalhes não informados, a leitura segura é: Empresas que já possuem PGR precisam verificar se o documento e a rotina de gestão refletem essa nova exigência.

Esse cuidado é importante porque um PGR desatualizado pode não representar a realidade da operação.

Uma empresa pode ter documentos formais, mas ainda assim não possuir evidências claras de diagnóstico, critérios de acompanhamento, responsáveis definidos ou medidas preventivas conectadas aos riscos psicossociais identificados.

Por isso, preparar-se para a NR-01 atualizada exige método: Avaliar lacunas, revisar o inventário de riscos, ajustar procedimentos e orientar gestores sobre decisões práticas.

A BRASILMED atua em saúde e segurança do trabalho, gestão integrada de saúde e apoio consultivo a empresas em território nacional.

Dentro desse contexto, o serviço de Adequação à NR-01 — Gestão de Riscos Psicossociais contempla diagnóstico do nível de conformidade, revisão e atualização do PGR, inclusão dos riscos psicossociais, integração com a NR-17 quando aplicável ao escopo técnico e elaboração de plano de ação com responsabilidades e prazos definidos conforme a realidade avaliada.

Antes de uma fiscalização iminente, de afastamentos relacionados à saúde mental ou de uma revisão emergencial do PGR, o caminho mais prudente é avaliar o nível atual de conformidade da empresa.

Essa análise inicial ajuda a evitar mudanças superficiais e permite priorizar ações com base em evidências, responsabilidades e necessidades reais da operação.

O que são riscos psicossociais no trabalho

Riscos psicossociais no trabalho são condições ligadas à organização do trabalho, às relações laborais e à forma como atividades, metas, cobranças e comunicações são estruturadas.

Eles podem contribuir para estresse ocupacional, conflitos, sofrimento psíquico, queda de engajamento e outros efeitos sobre a saúde mental e a dinâmica da empresa.

Na gestão de SST, o ponto central é observar fatores preventivamente, antes que o tema apareça apenas como afastamento, queixa formal ou crise interna.

Risco psicossocial Exemplo de situação Possível impacto organizacional
Estresse ocupacional Demandas frequentes acima da capacidade operacional percebida Aumento de tensão, retrabalho, queda de concentração e maior dificuldade de priorização
Assédio moral Condutas repetitivas de humilhação, constrangimento ou desqualificação no ambiente de trabalho Conflitos, perda de confiança, queixas internas e deterioração do clima organizacional
Sobrecarga de trabalho Acúmulo de tarefas, responsabilidades ou metas sem suporte compatível Fadiga, erros operacionais, absenteísmo e desgaste da equipe
Ritmo excessivo Pressão contínua por velocidade, produtividade ou resposta imediata Redução de pausas, aumento de tensão e maior chance de falhas em processos
Violência no trabalho Ameaças, agressões verbais, intimidação ou exposição a situações hostis Insegurança, medo, afastamento relacional e necessidade de intervenção organizacional
Comunicação inadequada Orientações contraditórias, ausência de feedback ou mudanças sem alinhamento Ruídos entre áreas, conflitos recorrentes e perda de previsibilidade
Gestão de metas e cobranças Objetivos pouco claros, metas mal dimensionadas ou cobrança sem critérios transparentes Percepção de injustiça, competição disfuncional e queda de confiança na liderança

Sinais de atenção para RH e SST observarem de forma preventiva:

  • Aumento de relatos de estresse, exaustão, conflitos ou sensação de sobrecarga;
  • Crescimento de afastamentos, faltas recorrentes ou pedidos de mudança de área sem causa operacional clara;
  • Queixas frequentes sobre ritmo de trabalho, metas, cobranças, comunicação ou liderança;
  • Rotatividade elevada em áreas, funções ou processos específicos;
  • Dificuldade de cumprimento de pausas, jornadas ou rotinas planejadas;
  • Conflitos repetidos entre equipes, gestores e colaboradores;
  • Mudanças bruscas de comportamento coletivo, como retração, irritabilidade ou queda de participação;
  • Registros internos de assédio moral, violência no trabalho ou tratamento inadequado;
  • Concentração de erros, retrabalhos ou incidentes em períodos de maior pressão;
  • Percepção de que a saúde mental está sendo tratada apenas de forma reativa, depois que o problema já se agravou.

É importante diferenciar três conceitos que costumam ser confundidos.

Fator psicossocial é uma condição presente no contexto de trabalho, como carga de trabalho, autonomia, comunicação, estilo de liderança, exigência cognitiva, relações interpessoais ou clareza de papéis.

Risco psicossocial surge quando esse fator, pela forma como aparece na realidade da empresa, pode contribuir para dano à saúde, conflito, sofrimento ou prejuízo organizacional.

Dano à saúde é um possível efeito, que deve ser avaliado com cuidado técnico e não pode ser presumido automaticamente apenas pela existência de um fator de risco.

Essa distinção evita dois erros comuns: Tratar todo desconforto como diagnóstico clínico ou, no extremo oposto, reduzir riscos psicossociais a questões individuais sem olhar para a organização do trabalho.

Em muitos casos, a origem do risco pode estar no desenho dos processos, na distribuição de demandas, na previsibilidade das metas, na comunicação entre áreas, na atuação da liderança e na qualidade das relações laborais.

Para empresas em processo de adequação à NR-01, compreender esses conceitos antes de alterar documentos ajuda a construir uma leitura mais consistente do PGR.

A gestão dos riscos psicossociais não deve ser apenas uma inclusão textual no inventário de riscos, mas parte de uma análise preventiva sobre como o trabalho é planejado, executado, comunicado e acompanhado.

A BRASILMED atua em soluções de saúde, qualidade de vida no trabalho e SST, o que permite uma abordagem consultiva voltada à compreensão do ambiente organizacional, à prevenção e ao apoio técnico para empresas que precisam estruturar melhor sua gestão de riscos.

Essa visão é especialmente relevante porque riscos psicossociais atravessam saúde ocupacional, gestão de pessoas, liderança, ergonomia organizacional e procedimentos internos.

Aviso de escopo: Este conteúdo é educacional e não substitui uma avaliação técnica específica da realidade da empresa.

A identificação, classificação e priorização de riscos psicossociais devem considerar documentos, processos, relatos, evidências internas e análise profissional adequada, sem diagnóstico clínico generalizado e sem conclusões automáticas.

Como a NR-01 se conecta ao PGR na prática

A conexão entre a NR-01 e o PGR acontece quando a empresa deixa de tratar a gestão de riscos como um documento estático e passa a manter um processo contínuo de identificação, avaliação, controle e acompanhamento.

Com a atualização da NR-01 pela Portaria MTE nº 1.419/2024, Os riscos psicossociais precisam ser considerados dentro dessa lógica de gestão, junto aos demais riscos ocupacionais aplicáveis à realidade da organização.

Fluxo prático: Da identificação ao acompanhamento

  1. Identificar perigos e fontes de risco
    Levante situações relacionadas à organização do trabalho, à gestão, à comunicação, ao ritmo de atividades, à sobrecarga, a conflitos recorrentes, a assédio moral, violência no trabalho ou outros fatores que possam contribuir para riscos psicossociais.

  2. Avaliar os riscos
    Analise a probabilidade, a gravidade, a frequência de exposição e os grupos de trabalhadores potencialmente envolvidos.

    Essa avaliação deve considerar evidências documentais, observações, registros internos e informações relevantes das áreas de RH, SST e liderança.

  3. Definir controles e medidas preventivas
    Estabeleça medidas compatíveis com a realidade operacional da empresa, como revisão de procedimentos internos, melhoria da comunicação, ajustes de processos, ações de capacitação, definição de responsabilidades e mecanismos de acompanhamento.

  4. Registrar no PGR
    Inclua os riscos psicossociais no inventário de riscos e conecte cada risco identificado ao respectivo plano de ação.

    O registro deve ser claro o suficiente para demonstrar o raciocínio técnico adotado e permitir rastreabilidade.

  5. Acompanhar ações e atualizar quando necessário
    O PGR deve ser monitorado.

    Mudanças na organização do trabalho, novas funções, alterações de processo, afastamentos relacionados à saúde mental ou queixas recorrentes podem indicar necessidade de revisão.

Checklist: O que revisar no PGR existente

Antes de atualizar o documento, vale verificar se o PGR atual contempla:

  • Inventário de riscos atualizado e coerente com as atividades reais da empresa;
  • Critérios de avaliação de riscos compreensíveis para RH, SST e gestão;
  • Identificação de fatores ligados à organização do trabalho, não apenas riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou de acidentes;
  • Registros que permitam rastrear evidências, responsáveis e decisões;
  • Plano de ação com medidas preventivas, responsáveis e prazos definidos;
  • Integração com procedimentos internos de saúde e segurança do trabalho;
  • Conexão com temas de ergonomia e NR-17 quando houver relação com carga de trabalho, ritmo, exigências cognitivas ou organização das atividades;
  • Rotina de acompanhamento, revisão e atualização.

O que é o Programa de Gestão de Riscos

O Programa de Gestão de Riscos, conhecido como PGR, é o instrumento usado pela empresa para organizar a gestão dos riscos ocupacionais.

Na prática, ele reúne a identificação dos perigos, a avaliação dos riscos, o inventário de riscos e o plano de ação com medidas de prevenção e controle.

Quando bem conduzido, o PGR não funciona apenas como uma exigência documental.

Ele orienta decisões operacionais, apoia a priorização de ações de SST, melhora a comunicação entre áreas e ajuda a empresa a demonstrar que possui um método para lidar com riscos relacionados ao trabalho.

Exemplo genérico: Como um risco psicossocial pode entrar no inventário

Imagine uma área com alta pressão por entregas, ritmo intenso e relatos frequentes de sobrecarga.

Em uma análise técnica, esse cenário pode ser descrito no inventário de riscos como um fator relacionado à organização do trabalho.

Um registro genérico poderia contemplar:

  • Fonte ou situação: Ritmo excessivo de trabalho e sobrecarga em determinados períodos;
  • Possível risco psicossocial: Estresse ocupacional associado à organização das demandas;
  • Grupo exposto: Trabalhadores de uma área, função ou processo específico;
  • Medidas preventivas: Revisão do fluxo de demandas, melhoria da comunicação de prioridades, orientação de lideranças, capacitação interna e acompanhamento periódico;
  • Responsáveis: Áreas definidas pela empresa, como liderança, RH e SST, conforme a estrutura interna;
  • Acompanhamento: Verificação da execução das ações e reavaliação quando houver mudanças no processo.

Esse exemplo não substitui uma avaliação técnica da realidade da empresa, mas mostra a lógica essencial: O risco psicossocial precisa sair do campo abstrato e ser traduzido em evidências, responsabilidades e medidas gerenciáveis.

PGR desatualizado é um sinal de atenção

Um PGR desatualizado pode indicar que a empresa está tratando a conformidade apenas como arquivo documental, e não como gestão ativa de riscos.

Isso se torna ainda mais relevante quando há mudanças recentes na organização do trabalho, fiscalizações iminentes, histórico de afastamentos relacionados à saúde mental, queixas recorrentes ou ausência de critérios claros para incluir riscos psicossociais no inventário.

Nesses casos, buscar orientação técnica antes de fazer alterações isoladas ajuda a evitar ajustes superficiais.

O serviço de adequação à NR-01 da BRASILMED contempla diagnóstico do nível atual de conformidade, revisão e atualização do PGR, inclusão e gestão dos riscos psicossociais, revisão da integração com a NR-17 e elaboração de plano de ação com prazos e responsabilidades, conforme a necessidade da empresa.

Passo a passo para iniciar a adequação NR 1

A adequação NR 1 começa por um diagnóstico realista da empresa, não apenas pela edição rápida de documentos.

Para incluir riscos psicossociais no PGR com consistência, RH, SST e liderança precisam entender o que já existe, onde estão as lacunas e quais ações são viáveis para a realidade operacional.

Para quem está começando, o roteiro prático pode ser resumido em 7 passos:

  1. Levante documentos, políticas, procedimentos e registros de SST já existentes.
  2. Avalie as lacunas do PGR atual em relação aos riscos psicossociais.
  3. Mapeie riscos por áreas, funções, atividades ou processos de trabalho.
  4. Integre os achados com medidas preventivas, responsáveis e critérios de acompanhamento.
  5. Revise comunicação interna, registros, treinamentos e capacitações relacionados ao tema.
  6. Execute e acompanhe o plano de ação, atualizando o PGR quando necessário.
  7. Reavalie periodicamente mudanças na organização do trabalho, nos indicadores internos e nas demandas de RH e SST.

Passo 1: Levantar documentos e procedimentos existentes

Antes de alterar o PGR, reúna o que a empresa já possui sobre saúde e segurança do trabalho, gestão de pessoas e organização do trabalho.

Esse levantamento pode incluir o PGR vigente, procedimentos internos, registros de treinamentos, políticas de conduta, canais de comunicação, fluxos de atendimento a queixas, documentos de ergonomia e informações utilizadas pelo RH e pela área de SST.

O objetivo é evitar retrabalho e identificar se a empresa já possui práticas úteis que podem ser integradas à gestão de riscos psicossociais.

Muitas vezes, parte da resposta já existe, mas está dispersa em documentos, áreas ou rotinas sem conexão clara com o inventário de riscos e o plano de ação.

Passo 2: Avaliar lacunas do PGR atual

Com os documentos em mãos, o próximo passo é verificar se o PGR contempla, de forma coerente, os riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

Essa análise deve observar se há identificação de perigos, critérios de avaliação, medidas preventivas, responsáveis, registros e mecanismos de acompanhamento.

Algumas perguntas ajudam nessa leitura crítica:

  • O PGR menciona fatores ligados à organização do trabalho, como sobrecarga, ritmo excessivo, conflitos recorrentes ou exposição à violência?
  • Existem medidas preventivas relacionadas à comunicação, liderança, gestão de demandas e capacitação?
  • Há conexão entre o inventário de riscos e o plano de ação?
  • As responsabilidades estão claras para RH, SST, liderança e demais áreas envolvidas?
  • Os procedimentos internos refletem a prática real da empresa?

Essa etapa é essencial porque a adequação nr 1 não deve ser tratada como uma formalidade documental.

O PGR precisa funcionar como instrumento de gestão, com registros rastreáveis e ações compatíveis com a realidade da organização.

Passo 3: Mapear riscos psicossociais por áreas, funções ou processos

O mapeamento deve considerar onde e como os riscos podem surgir.

Em vez de tratar a empresa como um bloco único, é recomendável observar áreas, funções, turnos, processos críticos, formas de atendimento ao público, modelos de cobrança, comunicação entre equipes e condições de trabalho que possam influenciar a saúde mental.

Exemplos de fatores a observar de forma preventiva incluem:

  • Sobrecarga de trabalho;
  • Ritmo excessivo;
  • Conflitos frequentes;
  • Assédio moral;
  • Exposição à violência no trabalho;
  • Exigências cognitivas intensas;
  • Falhas de comunicação;
  • Indefinição de papéis e responsabilidades;
  • Mudanças organizacionais sem orientação adequada.

Esse mapeamento não deve ser confundido com diagnóstico clínico individual.

A finalidade é identificar fatores relacionados ao trabalho que possam exigir medidas de prevenção, controle, comunicação ou acompanhamento dentro da gestão de SST.

Passo 4: Integrar achados com medidas de prevenção e responsabilidades

Depois de identificar os riscos, é necessário transformar os achados em ações.

Cada risco relevante deve ser conectado a uma medida preventiva ou corretiva, a um responsável pelo acompanhamento e a uma forma de registro.

Na prática, essa integração pode envolver:

  • Revisão de procedimentos internos;
  • Melhoria de fluxos de comunicação;
  • Orientação de lideranças;
  • Capacitação de equipes;
  • Ajustes na distribuição de demandas;
  • Reforço de canais internos de registro e acompanhamento;
  • Alinhamento entre RH, SST e gestão.

O ponto central é evitar planos genéricos.

Uma ação como melhorar a comunicação interna pode ser útil, mas precisa estar vinculada a um problema identificado, a uma área responsável e a uma forma de acompanhamento.

Sem isso, o plano de ação tende a ficar desconectado da operação.

Passo 5: Revisar comunicação, registros e capacitação interna

A inclusão de riscos psicossociais no PGR exige que as pessoas envolvidas entendam seu papel.

RH, SST, liderança e colaboradores precisam receber orientações compatíveis com suas responsabilidades, sempre com linguagem clara e sem alarmismo.

Essa revisão pode abranger:

  • Como comunicar mudanças no PGR;
  • Quais registros devem ser mantidos;
  • Quem acompanha as ações;
  • Como orientar líderes sobre sinais de atenção;
  • Quais treinamentos ou eventos internos podem apoiar a prevenção;
  • Como alinhar procedimentos de SST, gestão de pessoas e qualidade de vida no trabalho.

A BRASILMED atua com uma abordagem consultiva que pode apoiar gestores de RH e áreas de SST na compreensão das mudanças, na revisão do PGR e na organização de ações compatíveis com a realidade da empresa, conforme a necessidade do cliente.

Passo 6: Acompanhar execução do plano de ação e atualizar quando necessário

A adequação não termina quando o documento é revisado.

O plano de ação deve ser acompanhado, ajustado e atualizado sempre que houver mudanças relevantes na organização do trabalho, nos processos internos, nas funções, nos registros de SST ou nas demandas observadas pelo RH.

Esse acompanhamento ajuda a manter o PGR como um processo vivo de gestão de riscos, e não apenas como um arquivo estático.

Também permite priorizar ações, revisar responsabilidades e registrar evidências de que a empresa está tratando o tema de forma estruturada.

Como cada organização possui riscos, rotinas e níveis de maturidade diferentes, a avaliação técnica da realidade da empresa é indispensável.

O serviço de Adequação à NR-01 da BRASILMED contempla diagnóstico de conformidade, revisão e atualização do PGR, inclusão de riscos psicossociais, integração com a NR-17, atualização de procedimentos internos e elaboração de plano de ação com prazos e responsabilidades, sempre sem substituir a análise específica de cada contexto empresarial.

Diagnóstico de conformidade: O que avaliar antes de alterar documentos

Antes de alterar documentos do PGR, a empresa precisa entender seu nível real de conformidade.

Na prática, o diagnóstico de conformidade funciona como uma leitura técnica do que já existe, do que está incompleto e do que precisa ser ajustado para que os riscos psicossociais sejam tratados com método, evidências e responsabilidade.

Esse cuidado evita uma adequação apenas formal.

Incluir riscos psicossociais no papel sem avaliar processos, rotinas, liderança, registros e sinais de exposição pode gerar um PGR desconectado da realidade da operação.

Checklist de diagnóstico: Itens documentais, organizacionais e operacionais

1.

Itens documentais

  • PGR vigente e histórico de revisões.
  • Inventário de riscos já existente.
  • Plano de ação atual, quando houver.
  • Procedimentos internos de SST relacionados à prevenção, comunicação e acompanhamento.
  • Registros de treinamentos, orientações ou comunicações internas ligadas à saúde, segurança e organização do trabalho.
  • Evidências de acompanhamento de ações preventivas.
  • Integração entre documentos de SST, RH e gestão de saúde ocupacional.

2.

Itens organizacionais

  • Estrutura de responsabilidades entre RH, SST, liderança e alta gestão.
  • Fluxo de comunicação para queixas, conflitos, afastamentos ou situações de risco percebidas.
  • Critérios usados para priorizar ações de prevenção.
  • Nível de participação das lideranças na gestão de riscos.
  • Coerência entre políticas internas e práticas reais de trabalho.
  • Maturidade da empresa para registrar, acompanhar e revisar ações de melhoria.

3.

Itens operacionais

  • Áreas, funções ou processos com maior exposição a sobrecarga, pressão, conflitos ou ritmo excessivo.
  • Situações recorrentes que possam indicar falhas de organização do trabalho.
  • Evidências de afastamentos, queixas ou sinais de sofrimento relacionados ao trabalho, quando disponíveis.
  • Rotinas de acompanhamento de equipes e canais de escuta.
  • Procedimentos para tratar ocorrências de assédio moral, violência no trabalho ou conflitos interpessoais.
  • Capacidade da empresa de transformar achados do diagnóstico em ações práticas e acompanháveis.

Entrevistas, análise de procedimentos e leitura crítica do PGR

Um bom diagnóstico não deve depender apenas da leitura documental.

A análise do PGR é essencial, mas precisa ser confrontada com a rotina da empresa.

Por isso, entrevistas com RH, lideranças, profissionais de SST e responsáveis por processos ajudam a identificar lacunas que nem sempre aparecem nos documentos.

A leitura crítica do PGR deve observar se os riscos psicossociais foram tratados de forma específica ou apenas mencionados genericamente.

Também é importante verificar se há vínculo entre risco identificado, evidência, medida preventiva, responsável e forma de acompanhamento.

A análise de procedimentos internos complementa essa etapa.

Políticas de comunicação, gestão de conflitos, acompanhamento de afastamentos, capacitação de lideranças e rotinas de registro podem revelar se a empresa possui governança suficiente para sustentar a adequação à NR-01 na prática.

No serviço de Adequação à NR-01 — Gestão de Riscos Psicossociais, a BRASILMED contempla o diagnóstico completo do nível de conformidade atual, a revisão do PGR existente, a inclusão e gestão dos riscos psicossociais e a construção de um plano de ação com prazos e responsabilidades, sempre conforme a realidade avaliada da empresa.

Converse com a BRASILMED sobre adequação nr 1

A BRASILMED pode avaliar o cenário da organização, esclarecer aspectos técnicos e indicar um escopo compatível com a demanda.

Entre em contato com a equipe para conversar sobre documentos, processos, prazos e particularidades do projeto.

Perguntas sobre adequação nr 1

Como a necessidade deve ser avaliada?

A análise deve considerar o contexto da organização, os registros disponíveis, os riscos identificados e as normas aplicáveis.

Quando é indicado conversar com uma equipe especializada?

O apoio técnico pode ser considerado quando houver necessidade de revisar processos, interpretar requisitos ou definir medidas compatíveis com o caso.

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